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Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre).
Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol.
*...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...*
Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas.
*Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com.
Desfrute da jornada! :)
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Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
De Londres / Rosário, som na caixa!
www.myspace.com/amplifiedmessageofpeace
Orgulho do meu cunhado Guille!
Nada mais a declarar, só dançar. Se quiserem alguém que escreve (bem) sobre música, indico. Meu negócio é mexer os pés na pista.
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3:43 AM
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Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
pensamento de um dia
"A felicidade é o limbo da inspiração."
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1:50 AM
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meneio
não sei
não sei
não sei
mexer pela mão do outro
estando parada
é movimento?
tudo é momento
as rimas são todas batidas
os versos, caídos
areia movediça
quem se move para dentro
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1:49 AM
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Domingo, Janeiro 27, 2008
é tudo mentira
não falava sério quando disse que não queria, e tampouco ao dizer que queria e podia e que, para dar certo, me empenharia. não daria mesmo em nada.
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5:26 PM
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Sexta-feira, Janeiro 18, 2008
declarações de uma língua solta
o Detran é o inferno na Terra.
no SPFW fila não está na moda? dizem que de lá vêm as tendências, meda!
quem tem boca tá em todas.
bom mesmo é ter semancol de sobra.
assumir as vontades, os riscos, as possibilidades de dar errado, de dar certo, de não dar em nada mas beleza, assumir o que se é, faz ou tem é o que se faz quando se tem certeza de quem se é no mundo e do que se espera da própria existência.
receber um não é receber um sim pra outra coisa.
dar um não é dizer sim pra si mesmo, na maioria das vezes, desde que se seja sincero.
formar frases é o maior barato! os filósofos/pensadores/formadores de opinião de todos os tempos adoram!
amor-próprio é o que liga!
champanhe é a melhor bebida de todas!!!!!!
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9:50 PM
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Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
Dois encontros infinitos
Se conheceram em outro país, lugar que é uma fonte de déjà vu, diria ela. Parecia também que eles já haviam estado juntos. A língua os aproximou, mesmo com o som alto. O sorriso dele ao pronunciar as palavras talvez tenha sido mais definitivo. Depois viu que sua cortesia era nata, natural, intrínseca. Achou-o ainda mais bonito. Fizeram planos de curto prazo, que era o tempo que lhes cabia, e viveram cada raio de sol, nota de música, segundo de imagem repletamente. Grudaram os corpos sem se tocar, conversaram sem dizer uma sílaba.
O prazo chegou ao fim. Ela preferiu achar que era mesmo assim, mais um encontro que a vida reserva e tira sem explicar e sem anestesia. Ele falava com a certeza dos que estão ligados pra sempre. Nenhum dos dois sabia ao certo o que era concreto ali.
Um ano exato depois, ele surge na mesma paisagem sem que ela o aguardasse. O destino se divertindo nova vez. Eles idem. A cola havia ficado mais poderosa com o passar do tempo, como ficam melhores os vinhos. Quando se ganha nova chance, é facil pensar que o direito está instituído, que o cheque foi assinado em branco, tem fundos e é só passar no caixa do banco. Abusa-se da sorte. E isso é crime? Mas ele parecia não se embriagar, a razão não lhe tirava a felicidade do momento nem o sossego do dever cumprido. Ela não entendia isso...
Próximos de outro fim, a moça queria do homem o que lhes cabia: dividir o prêmio. Uma terceira pessoa, feminina e imprudente, entrou no meio. Com cautela e a simpatia de berço, ele se voltou à número 3 como que a usando de escudo. Mas ele não era um guerreiro destemido?! A primeira e única mulher da história se sentiu menina, mais do que a empolgação e a imaturidade faziam transparecer. Encheu o peito de raiva, tristeza, decepção. Dançou e bebeu no mesmo ritmo. Ele assistia a tudo de longe, enquanto a outra falava amenidades inteligentes. A mocinha se sentiu desbancada do filme. Mas aquilo não era cinema e nem havia um par romântico. Tudo era verossímil.
Na hora do adeus, os olhos dela seguravam um oceano inteiro, infinito. Ele se desculpou sem dar o motivo. Ela tinha um monte de coisas para dizer e ouvir. Não havia mais tempo. Da maneira como ele a abraçou e fitou, tudo teria valido. Tudo valeu, mesmo que não tenham sido esgotados os reflexos de um amor possível.
posted by .pin.
4:01 PM
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Uma mentirinha não dói?
Ontem mesmo estava lendo um texto de outro blogueiro sobre a mentira. O autor dizia como odeia a mentira e como ela se tornou quase indispensável nas empresas, para que o circo se mantenha em ordem e os palhaços rumem ao topo da pirâmide quanto mais rápido puderem, e o mais ilesos possível. Pois bem, eu odeio tudo o que se opõe à verdade, sem um pingo de dúvida, mas abomino mais ainda a mentirinha, com esse inha no final que, o quê?!, faz parecer que se trata de uma mentira fofa, boba, bonita?
Pode-se chamar a mentirinha de desculpinha, ou desculpa esfarrapada, como preferirem. O fato é que eu a odeio mais do que a mentira assumida, pensada, forte. Mentiras sinceras, Cazuza já disse. Porque se o sujeito se propõe a mentir, que o faça com a cara lavada, de peito aberto. E se alguém descobrir, invente uma melhor ainda ou encare o prejuízo.
A mentira pequena é aquela que se dá subestimando a inteligência, a capacidade cognitiva do ser enganado. E na minha opinião julgar de antemão que alguém é inocente, ou burro mesmo, é ofensa das maiores. "Tenho que levar minha mãe no bingo", "Minha vó tá com a unha do dedão do pé encravada", "Acho que vai chover"? Me poupem! Ninguém em sã consciência pode acreditar em respostas assim. Acho mais bacana, admirável até, aquele cara que diz simplesmente "Não estou a fim", ou "Estou com preguiça" (o que dá no mesmo). Quer mentir? Assuma o risco. Não coloque sua mãe, avó ou São Pedro no barco. Minta sozinho.
Acho que o mundo seria um lugar bem mais divertido e bom de viver se as pessoas fossem mais transparentes. Na alegria e na tristeza, nada pode ser mais enriquecedor do que lidar com as verdades do outro. Sem máscaras, a não ser que seja um baile temático. Sem medo, porque como disse um guru indiano (Lu, me corrija se não é da Índia? Me manda o nome dele?), o medo paralisa o homem.
Eu paro aqui antes que azede ainda mais o desabafo e só piore o meu texto. Sempre tenho essa encanação quando escrevo, qual a hora de parar, concluir. Verdade.
posted by .pin.
3:07 PM
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Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
Desamofine!
Meu primeiro texto do ano costuma ser positivo e, para manter a tradição e adoçar as coisas depois do azedume do post natalino, abaixo, venho com mais essa injeção de ânimo. Também porque absorver e incorporar bons pensamentos é o mínimo que podemos fazer para nós mesmos após tantas mensagens típicas de amor e paz recebidas.
E o que puxa este meu relato é o dicionário. Eu já falei do quanto adoro um dicionário? Acho que é um artigo indispensável tanto quanto o mouse para quem usa o computador, que se deve ter em casa, sempre à mão, e que deve ter as laterais amareladas de tanto manusear. O livrão é a praia, o oásis dos curiosos, e é sempre generoso com quem o abraça. Você procura uma palavra, mas sempre acaba espiando uma ou duas outras perdidas no caminho que lhe chamam a atenção.
Esse é um brinde à curiosidade! Se somos curiosos em relação ao mundo e quem o habita, somos naturalmente mais abertos e mais tolerantes. Não há como escapar desse lugar em que se convive com todo o tipo de beleza e bizarrice, onde se aprende a cada movimento, num simples atravessar a rua. Só é preciso estar aberto para isso. E a idéia de manter a porta e as janelas abertas não é nada má -- melhora a circulação respiratória, sangüínea, de energia, de sentimentos. É um passo à frente para nos tornarmos seres mais leves e melhores.
Para fechar, a palavra da vez, que motivou essa declaração bem-intencionada de alguém que só quer escrever e entender mais sobre tudo.
Desamofinar significa "deixar ou fazer deixar de amofinar-se; despreocupar-se"; "livrar(-se) de doenças; fortalecer(-se)"; e o sentido que eu mais gosto: "livrar(-se) da mofineza (infelicidade); tornar(-se) feliz".
Vamos desamofinar em 2008! :o))
posted by .pin.
12:17 PM
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