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Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre).
Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol.
*...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...*
Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas.
*Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com.
Desfrute da jornada! :)
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Quarta-feira, Novembro 28, 2007
sobre palavras e silêncio
com o tempo aprendeu que nada melhor do que ser literal. quando falar, ser clara, explícita. disse que era no egito, ele entendeu onde o vento faz a curva. disse talvez, entendeu por favor, por misericórdia. falou ok, let's go, subentendeu sou sua. fazer literatura na vida não vende um exemplar. ninguém compra manual de instruções, até porque não precisa, vem de graça. aí não lê porque pra quê? alguma graça? então, o lance é fazer mímica com a boca. se não quiser se fazer entender, não fale nada.
:x
posted by .pin.
12:33 AM
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Segunda-feira, Novembro 26, 2007
A teoria do espantalho
Em 1973, Al Pacino e Gene Hackman estrelaram o filme Espantalho, um drama dos bons que conta com a atuação brilhante dos dois mestres e ganhou a Palma de Ouro em Cannes. O título vem de uma teoria contada pelo personagem de Pacino, Francis -- um marinheiro que depois de cinco anos no mar quer reencontrar a esposa que abandonou e o filho, de quem ele não sabe nem qual o sexo. Segundo Francis, espantalhos não assustam os corvos, mas os divertem. E é por isso que os corvos não atacam as plantações que têm um bom e velho espantalho -- eles riem dos bonecos, e 'pensam': o dono dessa plantação deve ser um sujeito bacana, que gosta de fazer os outros rirem -- inclusive nós corvos! Essa máxima defendida por Francis o leva a crer que sempre se pode resolver os problemas com as pessoas usando o bom humor. Alguém te ofendeu? Em vez de responder à ofensa, apenas o faça rir. Bem, a própria trajetória do personagem no filme já mostra que nem sempre é simples assim. Muitas pessoas não conseguem achar graça do engraçado, e aí vem à tona o fato de que o único jeito de passar por um problema é enfrentá-lo, tentar resolvê-lo. Problemas e piadas que não agradam não deixarão de existir. Tampouco bons filmes, espera-se.
posted by .pin.
1:09 PM
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Quarta-feira, Novembro 21, 2007
rap da janela esvaziada
um dia olho do quarto
vejo você na sua sala
só a bermuda até o joelho
a cara amassada
noite e dia eu sei
o que você fazia
um pouco de tevê
mas o que você via?
eu vi você sozinho
solidão mansa e fria
quis jogar um bilhete
será que chegaria?
eu te imaginei
eu te imaginei
eu te imaginei
eu te imaginei
eu te imaginei
eu te imaginei
sempre te imaginei
e quando você foi embora
eu nem sequer notei
posted by .pin.
4:30 PM
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Sábado, Novembro 17, 2007
escrever o impublicável
não dá para escrever a maioria das coisas que se gostaria. a censura é livre, o espaço é público, a vontade é pagã. escrever para si mesmo, a gaveta não agüenta tanto acúmulo. escrever em códigos, quem decifra? ficar no título pode ser uma opção.
títulos, o mundo é dos títulos.
"Foi à praia mas estudou"
"Começou e não terminou"
"Vai na frente que eu não vou"
"Pediu a conta e não pagou"
"Fez o pedido mas não retirou"
"Quando eu disser sim, entenda não"
"Se eu souber te aviso"
"Fala que eu te escuto (ou não)" -- obrigada por este, Rede Record!
...
a lista é infindável. o mundo é das listas, também. listas inacabadas e em permanente construção.
o difícil, pois, é colocar ponto final. o impublicável, porém, se começou já terminou.
posted by .pin.
5:14 PM
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