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Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre). Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol. *...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...* Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas. *Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com. Desfrute da jornada! :)

Sexta-feira, Setembro 28, 2007


Só os mais fortes sobrevivem



Okei, esta frase é mais batida que diet shake, mas é duro como os músculos cultivados em acadimias perceber que não empregar a força no mundo, sim, parece crime.

É duríssimo constatar que somos duros muitas vezes com as pessoas erradas. E que às vezes nós somos as pessoas erradas do jogo.

Que achamos que sabemos do que sabem, mas ninguém acha nada do que achamos.

Falar é só o que se precisa para ir além ou voltar 10 passos. A diferença pode ser um monossílabo.

Fazer tudo do jeito que achamos certo não quer dizer que fizemos tudo. Quem sabe nem começamos.

Estar consigo é mais gostoso, mas a luz do Sol não é igual a um calorzinho humano.

Só a graça me faz aqui. (Graça que existe em rir, chorar, gritar de susto de amigo, dançar só se balançando...) ...me faz levantar da cama de manhã. Mais a vontade de repensar tudo isso, todos os dias, seja como for.



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Quinta-feira, Setembro 13, 2007


Chega de saudade!



Bossa Nova: autêntica jóia brasileira

Um dos gêneros musicais mais conhecidos em todo o mundo, a Bossa Nova é um movimento da música popular brasileira surgido entre o final da década de 50 e o início dos anos 60 e que, a princípio, era apenas uma forma de se referir a um novo modo de cantar e tocar samba. A palavra bossa apareceu pela primeira vez na década de 30, na letra do samba Coisas nossas, de Noel Rosa: “O samba, a prontidão/e outras bossas/são nossas coisas.” Já a expressão bossa nova passou a ser utilizada na década seguinte para designar os chamados “sambas de breque”, feitos a partir de improvisações e paradas súbitas durante a música para encaixar falas.

Nos anos 50, a partir de reuniões casuais entre músicos cariocas que se reuniam para fazer e ouvir música, nascia um embrião do movimento. Entre os participantes, estavam nomes que logo ganhariam destaque no cenário musical como Nara Leão e João Gilberto — considerado o papa do gênero. Os primeiros concertos foram realizados em âmbito universitário, e pouco a pouco a Bossa Nova foi ocupando bares do circuito do bairro de Copacabana (no Rio de Janeiro), no chamado Beco das Garrafas. Em 1957, numa destas apresentações, participaram Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Sylvia Telles, Roberto Menescal e Luiz Eça, anunciados como "grupo bossa nova apresentando sambas modernos".

Para muitos críticos, a Bossa Nova começou quando foi lançado, em 58, um compacto do violonista baiano João Gilberto em que estavam incluídas as canções Chega de saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e Bim Bom (do próprio cantor). Pouco antes, João participou de Canção do amor demais, álbum dedicado às canções da iniciante dupla Tom e Vinicius, e interpretado por Elizeth Cardoso. Este disco não foi um sucesso imediato, mas pode ser considerado um dos marcos da Bossa Nova não só por ter trazido alguns clássicos do gênero (Luciana, Estrada branca, Outra vez), como também pela célebre batida do violão de João Gilberto, com seus acordes dissonantes inspirados no jazz norte-americano. Outras características do movimento eras suas letras de temáticas leves e descompromissadas — Meditação, de Tom Jobim e Newton Mendonça, é um exemplo. A forma de cantar também era diferenciada: o canto-falado, ou o cantar baixinho, de texto bem pronunciado, o tom coloquial da narrativa musical, acompanhamento e canto integrados em lugar da valorização da voz.

Com o passar dos anos, a Bossa Nova tornou-se cada vez mais popular no Brasil e, em 1962, foi realizado um histórico concerto no Carnegie Hall de Nova York, consagrando mundialmente o estilo musical. Hoje, a Bossa Nova segue sendo admirada no mundo inteiro graças a seu precioso legado, composto de jóias como Garota de Ipanema, Desafinado, O barquinho, Eu sei que vou te amar, Se todos fossem iguais a você, Coisa mais linda, Corcovado, Insensatez, Maria Ninguém, Samba de uma nota só, O pato, Lobo bobo, Saudade fez um samba...



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Segunda-feira, Setembro 10, 2007


penso, repenso, dispenso



quantas e quantas vezes eu fico com assunto na ponta do dedo, querendo botá-lo aqui, mas aí perco o tempo (sempre ele) e me esqueço? tenho uns vários caderninhos espalhados por gavetas e bolsas para anotar meus pensamentos, para que eles não fujam, mas o fato é que quando deixo de dar corpo a eles logo que os tenho eles ficam menores, perdem força. ao menos me parece quando os retomo. pode ser que eu não esteja me dedicando o suficiente para escrever o que quero e imagino. às voltas com a minha não-literatura, com o passar dos dias sem novidades escritas, cada vez mais freqüentes neste blog. quero escrever sobre, aguardem:
- gente sabonete (nem tente pegar que elas fogem; apertar nem pense)
- vida de novela da vida (eu vejo na Globo o que vejo de mim? que medo!)
- homenzinhos da mamãe (os tchutchucos que as mulheres detestam, ao menos as de bom senso)
- liberdade sexual, cadê? (um tema nada sexy, apesar das aparências expostas por aí)
- escravas de calça social ou saia e meia calça (diaristas têm mais autonomia que nóis da firma, ôxe!)

enfim... eu voltarei!

dicas, dúvidas, angústias, inquietações? escrevam, leitores! estamos aqui pra isso mesmo!

bye!



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