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Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre). Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol. *...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...* Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas. *Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com. Desfrute da jornada! :)

Segunda-feira, Junho 25, 2007


Huahuahuahua...!



:P



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Domingo, Junho 24, 2007


((Se hoje você me pergunta sobre...))

O FILME
Cão sem dono
De Beto Brant e Renato Ciasca, roteiro deles e também de Marçal Aquino, adaptado do livro de Daniel Galera "Até o Dia em que o Cão Morreu", tem no elenco Julio Andrade e Tainá Müller.
Lindo. Simples como só as boas histórias podem ser. Real de doer lá no fundo. Feliz, cheio de momentos sublimes. Tempo perfeito. Enfim, adorei muito!!! Fora que os atores também merecem todo o mérito, e o casal está incrível. Ah, e por favor, o que são as cenas de sexo? Mmmm...

O SHOW
Gotan Project
Dez músicos no palco, belas projeções, muitas históricas, tudo em sincronia. O primeiro CD, La revancha del tango, fez a devida homenagem ao gênero musical, sensível e forte, sempre tocante. Lunático segue bem o rumo. No palco, som e imagens que fazem vibrar e arrepiar, bandeon-violinos-piano-voz-pick-ups... A platéia, no jogo, silencia e corresponde. Pra guardar na memória, no meu melhor canto.

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Arte do chá
Paulo Leminski

Ainda ontem
convidei um amigo
para ficar em silêncio
comigo

ele veio
meio a esmo
praticamente não disse nada
e ficou por isso mesmo

> Leia mais sobre o poeta em matéria da revista Vida Simples.



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Sábado, Junho 23, 2007


...me fez pensar numa razão para que o "silêncio dos escritores", que não foi inventado ontem e pode obedecer a um milhão de razões particulares, nos pareça, neste início de século, um tema cultural cada vez mais relevante e desafiador. Deve ser porque vivemos -- e não apenas na literatura -- dentro de uma evidente pandemia, a do escrever por escrever, falar por falar, apenas para ocupar espaços e exprimir alguma individualidade na qual ninguém está realmente interessado.

Para essa doença, o "prefiro não fazer" pode parecer mesmo o único remédio. Mas que há algo de profundamente desolador na escolha entre o blablablá e a mudez, há.

> Sérgio Rodrigues em sua coluna Todoprosa, do site no mínimo.



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Domingo, Junho 17, 2007


fui > mudei > estou nova. eu volto



caramba, que saudades desse blog. a falta de tempo reflete aqui, as moscas em volta. não parei, pelo contrário, volto logo. espere e verás, ou não espere nada, o que vier é lucro, melhor. estou com tanta coisa na cabeça que as linhas não dariam conta. falo, penso, faço, mexo, mudo, continuo, tento até que, acho, melhoro. a idéia é essa: se tiver de vir, que venha. e que venha com boas novas. façam o que fizerem, não percam a referência. e depois a gente se encontra.

...

foto da flor que virou poesia



as flores do nosso jardim
são de longe
mais cor-de-rosa
mais cheirosas

e digo isso
mesmo sem nunca
ter encostado meu nariz
em suas pétalas

eu sei de memória



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