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Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre).
Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol.
*...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...*
Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas.
*Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com.
Desfrute da jornada! :)
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Sexta-feira, Março 30, 2007
i only feel alive when the view is flashing
alarms going off in my head
i want to grab you and just kiss you
maybe i should calm down
no sense in catching us now
posted by .pin.
5:37 PM
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Quarta-feira, Março 28, 2007
Enquete: Este blog sofre de esquizofrenia?
Quando conto que tenho um blog, muitos perguntam "sobre o que é?" e eu não sei dar uma resposta conclusiva. Cito alguns temas recorrentes, falo da idéia do mundo visto sob lentes cor-de-rosa, mas logo em seguida digo "não tão rosa", porque não sou míope para a realidade preta-e-branca. E aí me perco, sim, fico perdida, tentando explicar o que já desexpliquei, o que fiz questão de deixar solto na cabeça das pessoas. Não quero, nem aqui nem na rua, parecer panfletista. Tenho as minhas verdades mas não as empurro para qualquer que seja. Elas são minhas e me cabem como uma luva, feita sob medida, e esse é o tipo da coisa que não se empresta, oras!
Mas tudo neste post começou quando eu pensei, mais uma vez na minha história blogueira, no que queria escrever. Eu sempre quero escrever um monte de coisas, tudo o que me chama a atenção, me provoca, para o bem ou para o mal. E justamente por isso às vezes paraliso e não sei que assunto escolher, fico na inércia. Tem coisa pior do que não saber o que dizer e não dizer nada? Ou acabar dizendo qualquer besteira?
Lembrei de uma cena recente. Estava com 3 pessoas numa mesa de bar, na Cidade Maravilhosa. O assunto virou cinema e se estendeu para filmes que eu não havia visto nem ouvido falar do nome. Me ausentei mentalmente do papo por algumas falas, até que quis voltar e retomar o diálogo, a esta altura de quilômetros, passando por Fellini, Antonioni, Truffaut e outros gênios que os valham. Comecei com dificuldade a tentar pescar algum ponto sobre o qual eu poderia emitir minha opinião e assim voltar ao centro da discussão cinematográfica, mas não conseguia. Era como se eles já estivessem do 'otro lado del río' e eu na margem de cá, acenando para ninguém e sem outro barco para pegar carona. De repente, num ato de desespero, soltei uma pergunta: "Esse ator é aquele de 'Debi e Lóide'?" Sim-sim, fiz a pergunta mais idiota que poderia ter feito um ser humano na Terra, e o pior é que nem sei explicar por quê. Eu só vi esse filme pela metade, uma vez na vida, há 300 anos, e o-d-e-i-o comédia americana pastelão com todas as minhas forças!!! Nem preciso dizer que minha participação nessa conversa acabou ali, os 3 horrorizados, eu ruborizada: "Garçom, por favor, mais uma cerveja!"
Por isso veja: eu poderia falar do príncipe gracinha da Inglaterra com as mãos nos peitos da brasileira animadinha; do nosso presidente que só fala besteira (alguém tapa a boca desse homem, pelo amor de qualquer coisa?!); do calor senegalês nessa cidade e o aquecimento global - e vem a Wanessa Camargo (leio U-Ã-nessa), falando "como eu vou sair de shortinhos com esse clima?"; das barbaridades, tchê, que se é obrigado a engolir quando se trabalha numa função que liga pessoas de lados opostos; de Pequena Miss Sunshine/O Labirinto do Fauno/Crazy/Notas sobre um escândalo/A rainha/Babel/Diamante de sangue/Volver... (só sopro a dica: assista!); da falta que eu sinto das amigas que moram longe e da minha atual quase-compreensão de que tem gente que entra e sai da nossa vida e tudo bem, é assim que são as coisas; mas vou falar de Italo Calvino, que consegue ser bom, tão bom, que uma frase sua tirada do contexto - Seis propostas para o próximo milênio, digno de cabeceira - não perde a sabedoria:
"A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão da peste da linguagem."
Concordam que, isto lido, o resto é à toa?
Aliás, qual é a sua resposta à enquete esquizofrênica?
A - Siiim! Do que você está falando, minha filha? ( )
B - Não. Não acho. Não acho nada porque nem venho aqui com frequência. ( )
C - Não tenho tempo para preencher formulário de pesquisa agora, obrigado(a)! ( )
D - N.D.A. (Precisa dizer mais alguma coisa?) ( )
E - Me empresta uma caneta que escreve em vidro, querida, por gentileza? ( )
Respostas por email serão lidas e comentadas. Muito agradecida!
;) :P :)
posted by .pin.
4:30 PM
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Quinta-feira, Março 22, 2007
Surtinho de grandeza*
* ou Cultura quase inútil explícita
Outra noite, no balcão de casa, citei a alguns amigos a Dinastia Flavia. Mea culpa: não sabia dizer absolutamente nada sobre este momento histórico do Império Romano; só me lembrava do dia em que achei o verbete no meu livro de História da escola e grifei com caneta fluorescente, toda prosa.
Pois bem, para quem duvidava, direto do Wikipedia de Portugal.
Vespasiano, fundador da Dinastia Flaviana, antes de morrer de causas naturais em 79 teria proferido a seguinte frase: "Querido eu, devo estar me tornando um deus...". Isso sim é mania de grandeza!
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6:24 PM
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Terça-feira, Março 20, 2007
Hoje é quase um feriado para mim, nomeado "Meu Dia da Saudade de Quem Já Foi Embora"
tem pessoas
tão leves, tão leves
que passam pela vida
e quase não se nota
mas quem está perto
coração aberto
sabe a falta
quando elas vão embora
...
posted by .pin.
6:48 PM
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Segunda-feira, Março 19, 2007
Algumas histórias são cheias de símbolos que se fazem descobrir sozinhos... e fazem todo sentido. Esse é o hino!
Redescobrir
(Gonzaguinha)
Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos, macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia
Como um animal que sabe da floresta, perigosa
Redescobrir o sal que está na própria pele, macia
Redescobrir o doce no lamber das línguas, macias
Redescobrir o gosto e o sabor da festa, magia
Vai o bicho homem fruto da semente, memória
Renascer da própria força, própria luz e fé, memória
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós, história
Somos a semente, ato, mente e voz, magia
Não tenha medo, meu menino bobo*, memória
Tudo principia na própria pessoa, beleza
Vai como a criança que não teme o tempo, mistério
Amor se fazer é tão prazer que é como se fosse dor, magia
Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos, macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia
Elis canta, lindo!
* Hehehe... ;)
posted by .pin.
7:14 PM
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Sexta-feira, Março 16, 2007
De salto na guerra
Faz uma semana que foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, mas sempre, antes e depois, me ponho a pensar no lugar das mulheres na sociedade. Minha amiga Livia me disse algo neste último dia 8 que me fez pensar ainda mais: mantenha sua feminilidade acima de tudo. Pois sim, acho de suma importância, mas como? Nós somos cada vez mais chamadas a responder pelas nossas expectativas, testadas não só pelo mercado de trabalho, e sim pela capacidade de conciliar trabalho com vida pessoal-amorosa-familiar, o que não é pouca coisa. A mulher só tem acumulado funções, obrigações: pode atingir a visibilidade profissional que deseja e merece, mas sem abrir mão de ser namorada/esposa/mãe/dona-de-casa perfeitas. O que representa não deixar de ser a almejada, por nós e pelos parceiros, mulher feminina. Sob pena de fugir aos padrões de beleza, e se tornar infeliz e insatisfeita acima de tudo consigo mesma. E, é preciso frisar, só nós sabemos que manter cabelos, mãos, pés, pernas, axilas, pele, maquiagem, figurinos etc. em ordem, além de sobreviver sã às tpm's (pré e pós, entenda-se) é tarefa das mais árduas. É tarefa, isso sim, pra mulhé-macho-sim-sinhô! Mas, não estou reclamando de nada. Só reconheço que sinto uma ponta de inveja das dondocas (porque eu seria dondoca com gosto, com tempo pra peruagem, cultura, voluntariado, projetos pessoais e hobbies sem a menor culpa!), e tenho uma vontade looouca de voltar no tempo e perguntar às queimadoras de sutiã: aonde vocês estavam com a cabeça, POXA?
Ah, e tem outra coisa. Às favas essa história de que a mulher tem que casar e procriar, senão é vista como uma inválida derrotada! Não digam que não é verdade, e que fique claro que falo isso apesar de querer muito os dois, com todas as minhas forças. Não suporto, porém, esse rótulo, essa obrigação que impuseram à mulher de se tornar esposa e mãe e, se isso não ocorre, olhá-la como uma coitada, com pensamentos do tipo "Nossa, tadinha, qual será o problema dela?". É só lembrar que, em contrapartida, aos homens está aberta a possibilidade de apenas "viver a vida", "aproveitar", e até morar ad eternum na casa da mama. Aliás, homem que chega a uma certa altura solteiro é visto como bon vivant garanhão, um eterno garotão cheio de energia. Esses rótulos, e todos os outros, estão mais do que fora da realidade e não correspondem mais a quem somos, qualquer que seja o sexo, a idade, et cetera.
posted by .pin.
7:23 PM
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Terça-feira, Março 06, 2007
Siga meus cliques... ou solta o frango!
Este me levou a mais este que me fez chegar a isto!
E eu me divirto!!!!!!
1. Blog "A diaba veste Fause", tirando um p* sarro da Erika Palomino. A idéia de gongá-la dispensa explicações, certo?
2. My Space da "Krilltina". Precisam escutar a música, de rolar de rir... bem, eu rolo!
3. My Space do Bonde do Rolê. Atenção à lista de shows pelos EUA e Canadá; quero ser roadie deles!
>>>Beijos apressados!>>> :P
ps. De novo: Taaanx, Re!
posted by .pin.
5:56 PM
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Sexta-feira, Março 02, 2007
Dos bastidores, o que (não) se vê
Acontece assim: jornalistas de redação vêem com bode e menosprezo jornalistas de assessoria de imprensa, a menos que já tenham desempenhado tal função. Acham (e quase sempre têm razão) que quem não é e nunca foi repórter não sabe escrever uma notícia, e que releases - textos que informam à imprensa o movimento, as ações praticadas pelas empresas - são textos menores, pois tentam vender uma idéia que esconde um interesse, o interesse da empresa, do cliente. É preciso dizer que há relevância nestes releases, e os senhores da imprensa o sabem, afinal são abastecidos por eles, mas seria necessário dizer mais uma série de coisas que envolvem muito mais a mecânica, o dia-a-dia da relação, e aí seria o caso de terapia em grupo, lavar a roupa suja, cada qual expôr num cara-a-cara os seus porquês.
O que não se pode, sob nenhuma justificativa, é achar que o trabalho do lado de lá é menos importante, e embasar esta certeza em exemplos ruins, testemunhados às pencas no jornalismo por quem usa o bom senso. Exemplos ruins, o que seriam? Deixe-me ser clara, e quando quero ser clara uso itens:
- Escrever mal. Cometer erros de português. É inadmissível que um jornalista escreva descuidadosamente tal qual seria um dentista que não sabe manusear suas ferramentas e fere a boca do paciente. Um texto mal escrito e com erros é um mal que se multiplica entre os seus leitores e os faz desconfiar e desacreditar nas próprias crenças, aquelas obtidas através dos professores de Língua Portuguesa. É preciso dar o exemplo certo, escrito impecável, revisado sistematicamente.
- Dar espaço a informações que não acrescentam em nada, muito menos instigam e desafiam a inteligência, que é o que deveriam fazer todas as matérias e reportagens publicadas, qualquer que seja o meio.
- Desinformar ou prestar um desserviço. É o que ocorre quando um texto, fruto de assessor ou repórter, omite ou negligencia um dado primordial para o entendimento de quem o lê. Isso pode representar desde uma nota sobre um evento que não informa o local até uma matéria que não contextualiza o que defende.
E eu poderia ficar aqui até 2010 discorrendo sobre o tema, o universo em que atuo há uns bons anos e do qual tenho vontade de fugir às vezes. Meu olhar, crítico na raiz, me faz querer mudar o que não acho certo. Isso é bom? Eu creio. Mas o mundo não é perfeito, disso eu já sei.
Ufff. Volto depois do break.
...
ps. Esta escrevente já esteve dos dois lados da força, antes que questionem ou atirem.
posted by .pin.
7:49 PM
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