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Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre). Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol. *...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...* Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas. *Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com. Desfrute da jornada! :)

Quarta-feira, Janeiro 31, 2007


Poesia para melhorar o dia!



De Manuel Bandeira, salve!
Acabei de receber estas duas do meu povo da Oficina de Criação Literária.
Porque coisa boa a gente joga pra frente, compartilha! :~)

Noite morta

Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.

Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.

No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.

O córrego chora.
A voz da noite...

(Não desta noite, mas de outra maior.)

Petrópolis, 1921

***

Berimbau

Os aguapés dos aguaçais
Nos igapós dos Japurás
Bolem, bolem, bolem.
Chama o saci: -- Si si si si!
-- Ui ui ui ui ui! uiva a iara
Nos aguaçais dos igapós
Dos Japurás e dos Purus.

A mameluca é uma maluca.
Saiu sozinha da maloca -
O boto bate - bite bite...
Quem ofendeu a mameluca?
-- Foi o boto!
O Cussaruim bota quebrantos.
Nos aguaçais os aguapés
-- Cruz, canhoto! --
Bolem... Peraus dos Japurás
De assombramentos e de espantos!...



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Segunda-feira, Janeiro 29, 2007


O que as crianças assistem - e a gente adora!



Numa manhã de sábado, assistindo aos desenhos animados da Globo, pude rever um momento histórico da animação e, por que não dizer, para todos os brasileiros: o primeiro encontro entre Pato Donald e Zé Carioca. Além de remeter à minha querida infância, o desenho é um sopro de boa nostalgia para nós, brazucas, com suas "cenas" que retratam a beleza do Rio de Janeiro, mais a excelente música de Ary Barroso e o samba Tico tico no fubá, de Zequinha de Abreu, embalando um Donald rebolante (e fofo!).

Graças ao senhor Google, consegui resgatar o desenho! Para quem quiser assisti-lo, é só clicar aqui!

E, ainda que muitos digam (como no site onde o desenho está hospedado) que a criação de um personagem brasileiro pelo estúdio Disney tem fundo político (e escuso) - o que realmente faz sentido -, nada encobre a satisfação de ouvir e ver o pato e o papagaio mais famosos do mundo dançando ao som de "Ah, esse Brasil brasileiro...". :)

Ainda sobre desenhos animados, também assisti dias desses a um novo episódio do Scooby Doo... Bem, comecei a vê-lo porque sempre adorei esse cãozinho (hihihi), mas fui até o fim porque fiquei intrigada com o tema e os termos que saiam da boca de Scooby e sua turma, relativos aos universos da Internet e da Genética. O monstro inimigo da vez era um vírus, que contaminou a rede e criou clones dos personagens (!!!). Juro que fiquei impressionada com a atualidade da história e aí descobri a razão de algo que sempre ouvi e agora, na altura das minhas quase 3 décadas, me pego dizendo incansavelmente: "Essas crianças de hoje em dia, puxa vida, sabem de tudo! / Onde aprendem?". Suspeito que eu tenha aprendido muita coisa quando criança vendo meus desenhos prediletos, com a diferença de que não me dava conta disso!

Conclusão deste post: estou ficando velha e nostálgica... E recomendo: reveja, se puder, os desenhos da sua infância! :P



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Quarta-feira, Janeiro 24, 2007


Literatura por quem entende (e a gente gosta!)



Uma deliciosa entrevista sobre o atual panorama da literatura brasileira com Marçal Aquino*, para relembrar do tema que tanto me instiga - livros! :) -, e também dos bons tempos em que escrevi para o jornal da Livraria Cultura (o Cultura News), e, claro, dividir com os leitores deste bloguezito palavras de muita sabedoria e as várias dicas de autores dadas por Aquino: clique aqui!

*Marçal Aquino, para quem ainda não teve o prazer de conhecê-lo, é autor de livros como Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios e roteirista de destaque no cinema nacional. De sua parceria com o diretor Beto Brant, vieram filmes premiados: Os matadores, Ação entre amigos e O invasor.

Boa(s) leitura(s)!!!



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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007


Socorram o planeta*


*Ou melhor, socorramos, todos nós!

A cada dia, e à medida que mais informações são divulgadas pela imprensa, o tema aquecimento global se torna mais presente e ainda mais urgente. Pois vamos nos dando conta de que não podemos fechar os olhos para isso e escolher "nem ouvir falar de mais tragédia": esta é uma realidade que afeta e afetará a todos nós, ricos ou pobres, qualquer que seja o continente, o país habitado. Logo nos faltará ar, água, lugar onde morar. E nada pode ser mais sério do que o futuro do nosso planeta. Mesmo quem não tem filhos deve se preocupar. Ou você gostaria de ser visto, pelas próximas gerações, como um dos responsáveis (tenha agido passiva ou ativamente deste processo) por não ter cuidado como deveria da nossa Terra? Talvez não tenhamos, nós brasileiros, refletido seriamente sobre o tamanho do problema, visto que temos a sorte de morar num pedaço privilegiado do globo, porque tem a Amazônia, porque tem 7.367 km de costa com o Oceano Atlântico, e porque mesmo com sua grandeza territorial não passa por desastres naturais graves como os que ocorrem no resto do mundo: tsunamis, furacões, terremotos, vulcões em erupção...

Um primeiro passo para saber mais e tentar colaborar com essa questão mundial é assistir ao ótimo documentário "Uma verdade inconveniente", em que o ex-candidato à presidência dos Estados Unidos Al Gore esmiuça os principais pontos dessa história. A partir do filme, é possível tirar conclusões valiosas, e entender que pequenas atitudes - como gastar menos energia e usar menos o carro, principalmente se movido a gasolina - podem fazer a diferença.

Veja mais no site An Inconvenient Truth.



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Quinta-feira, Janeiro 18, 2007


O céu de Suely e de Brasília



A protagonista d'O céu de Suely, Hermila, é uma garota jovem, sonhadora, alegre, apaixonada. Vai do Ceará a São Paulo e vice-versa sempre em busca da realização de seus sonhos, mesmo que eles não tenham forma definida, como acontece na vida real, mas, pelo menos a princípio, eles têm forma personificada: o homem que ama. Como sempre acontece, também, muita coisa dá errado no meio do caminho, e os planos precisam ser revistos, tudo bem rápido. Assim como a história do filme, a moça é forte e leve, triste e feliz, certa e errada - por isso, humana. E por isso é julgada por uns, amada por outros, e às vezes uns e outros são as mesmas pessoas. Hermila, a atriz (Hermila Guedes) e a personagem, que por sinal possuem o mesmo nome, encanta por seu descontentamento, por sua coragem, por seus medos, por suas decepções, por suas derrotas, por suas vitórias. É sexy e ingênua num mesmo figurino. Dança e se joga no mundo com intensidade invejável.

Saí da sessão com uma vontade enorme de encarar o futuro com a sua garra. Entendi, lentamente, que toda mulher já foi, por esse ou aquele motivo, um pouco Hermila.

Walter Salles disse, no blog oficial d'O céu de Suely, que se trata de "um filme sobre a necessidade que temos de nos reinventar". Concordo.


Vista do pôr-do-Sol da Ermida Dom Bosco, Brasília

Da capital do País, o que eu mais gostei foi a sensação de espaço, muito espaço para cada corpo, que o projeto de Niemeyer proporciona. E de pensar que tudo começou com o sonho de JK... Lá, no meio do cerrado, a gente se sente pequeno e grande. E, longe da frente do Palácio da Alvorada, sente esperança.



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Terça-feira, Janeiro 16, 2007


Abaixo a techneira!



Não sou do tipo que diferencia, na música eletrônica, tech de electro de acid de funky de jazzy de groovy de minimal de qualquer outra vertente assim com uma superfacilidade, de olhos fechados (apesar de que esta é a melhor maneira, os olhos cerrados, de ouvir bem uma música, qualquer que seja sua espécie). E me corrijam os entendidos de plantão caso eu tenha, só nesta primeira frase, usado alguma terminologia de maneira equivocada. Mas - e lá vem o "mas" do texto que explica a que veio quem escreve - escuto, danço, leio, escuto e danço mais e mais e adoro, amo música eletrônica há uns bons anos, tantos quantos eu saio na noite de São Paulo, e por isso posso dizer que sei reconhecer o que é realmente música eletrônica e, mais ainda, diferenciar o que é música boa e o que é um insulto aos ouvidos e cabeças. Sim, okei, e aí? Este relato começou com um tremendo nariz-de-cera para reclamar da tão famosa, entre os ouvintes das 7 melhores e demais hits de rádio, techneira, ou tékinêra, ou sei lá como grafam os que acreditam nesta farsa. Farsa porque, minha-nossa-senhora-dos-verdadeiros-apreciadores-de-música (e aí não importa o gênero, música boa e ruim há em qualquer classe, até na música clássica), não é possível que ainda há gente que ouça aquela baboseira pseudo-música eletrônica que se toca em rádios, "festas raves" (vejam só o que viraram as raves primeiras, e ótemas, cujos zeros não passavam de 2) e festas de formatura/casamento/batizado/noivado/bodas/outras formalidades da vida mundana e acredite que isso é música eletrônica boa, a ponto de chacoalhar os quadris, pescoços e braços no meio da pista de dança. E gritar u-hu, sim, em alto e bom som, sem vergonha ou receio! Parem, parem para pensar se uma música pode agredir os ouvidos? E os bracinhos pra cima, todo-mundo-junto, o que justifica? Uuuufa! Okei, estou sendo rígida, então vou parar por aqui e só ouvir o set do Gil Barbara que sai agora das minhas caixas - e o recado está dado.

:~)



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Quinta-feira, Janeiro 11, 2007


Droga, para quem está dentro ou fora



Não é preciso ter experimentado para saber que as drogas têm seus encantos, ao contrário do que durante muito tempo tentou-se sustentar em campanhas e discursos engessados e pouco convincentes. Se não houvesse prazer algum em usá-las, o que justificaria tantos usuários, viciados e o poderoso mercado do tráfico de entorpecentes? Ainda mais atualmente, ápice das drogas químicas e de uma variedade enorme de substâncias que fazem "viajar", é necessário e benéfico que se mude o discurso e diga a verdade além do "Droga, tô fora". É óbvio que há aqueles que experimentam e usam sem se viciar, como também há quem use uma única vez para se tornar dependente - e se afundar. Mas já era hora de mudar o tom dessa conversa e ir direto ao ponto, falar dos prazeres e dos malefícios à saúde de forma clara e sincera. E é o que fazem os dois excelentes sites abaixo, indicados pelo amigo Thiago (obrigada, xuxu!). Aliás, eu diria que tudo começou (esse nosso bate-papo ilícito) com o documentário sobre Crystal Meth a que assistimos tempos atrás, verdade? Taí uma droga relativamente nova e da qual eu nunca tinha ouvido falar... (Em breve, quem sabe, um post sobre isto aqui.) No final das contas, a gente sabe que informação, e aí sendo beeem clichezona, é a melhor arma contra o perigo! Rá!

Bem, aí vão os dois sites que mostram tintim por tintim o que é que faz cada uma das mais populares drogas.
Boa viagem! :P

Excess all areas - BBC
Mouse Party - Learn.Genetics



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Terça-feira, Janeiro 09, 2007


*Rapidinhas*



* O que é essa proibição ao You Tube no Brasil, hein? A Cicarelli decide namorar em praia pública, pra quem quiser fotografar, e a gente perde o acesso a um dos sites que mais bombam no mundo? Eu e pelo menos 20 mil pessoas, que mandaram email reclamando pra amiga MTV, não gostamos. Alguém explica pra esse juiz como funciona a Internet? (O título deste post, aliás, vai pra eterna ex do Ronaldinho, que fez desabar o Castelo de Chantilly!)

* Mais uma vez vamos ter de suportar o pessoal "da casa" e o Pedro Bial forçando a piada, vem aí o 7º BBB... E, de novo, 29 milhões de brasileiros, segundo informa o jornalista José Nêumanne Pinto, ligando para eliminar o candidato do paredão da vez. O que soma, pasmem, R$ 8.700.000,00 em ligações e torpedos. E se essas pessoas gastassem seu tempo e seu dinheiro em algo que o valha? Não vou dizer que não dou as minhas espiadinhas quando estou na cama e com a tevê ligada, e não tenho força para fazer algo mais produtivo. Mas daí a gastar um único centavo que seja com a brincadeira, ah, não, me poupem, literalmente.

* De novo sobre o trânsito de SP: além de uma campanha contra a agressividade e a violência dos motoristas paulistanos, é preciso que se reeduque sobre a buzina, sim, ela mesma, tão inocente. Podem reparar que se buzina e muito por qualquer coisa nas ruas da cidade, um inferno! E aí vem a pergunta Tostines: as pessoas estão mais estressadas por causa do buzinaço no trânsito ou estão buzinando mais porque estão estressadas? Alguém segure esse ímpeto barulhento!

* Num rápido flashback da minha doce existência, concluí que, sem sombra de dúvida, e sem sombra meeesmo, o verão é a estação do ano em que eu mais sofro acidentes físicos. De insolação e queimaduras a picadas de insetos e pressão baixa, já tive de um tudo na época mais baforenta do calendário. Daí veio a decisão de adotar uma burca branca, que me cubra dos pés à cabeça, toda vez que o Sol se mostrar mais poderoso. Sem isso, minha pele grita de ardor, e eu também! Saudades da camada de ozônio de uma década atrás...

* Pra encerrar, um pouco de diversão, que ninguém é de ferro: Chindogus.

;)



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Quinta-feira, Janeiro 04, 2007


Inimigo invisível



Desde criança achava que as maiores ameaças à saúde se apresentavam por dois nomes: vírus e bactéria. E, catapora, sarampo, caxumba e outras mazelas depois, visualizava as doenças através de etapas bem definidas. Você tem um sintoma, vai ao médico, ele examina, se precisar pede exames de laboratório, detecta a causa da doença, indica o tratamento adequado - remédios ou cirurgia, cuidados, restrições - e, passado algum tempo, você está curado. Mas, que bobagem. Seria lindo se tudo fosse simples assim. Descobri uma categoria de enfermidade que se esconde no organismo de modo que nem virando o corpo do avesso se encontra a causa, e que não provoca dor, mas um desconforto enlouquecedor que faz uma cidadã de bom senso como eu pensar na possibilidade de internação num hospício ou numa casa de repouso em Atibaia.

Alergia. Sim, leitores, este é o nome de um mal que não tem cara e, em 80% dos casos, segundo o alergista com quem tenho me consultado, não se sabe a real causa. E, por isso mesmo, os tratamentos são suposições, tiros no escuro, e os diagnósticos se baseiam em achismos e sorte - haja sorte, aliás.

No meu caso, fui primeiro a uma dermatologista. Manchinhas vermelhas e pruriginosas (nome bonito para "que provocam coceira") na pele que parecem irritação, resposta do corpo a algum agente causador. E aí vem a pergunta: afinal, qual é a causa? O máximo que recebi foi um "pode ser", e ainda assim carregado de dúvida. A verdade? Nem a médica sabe o que motivou a alergia. Legal! Você tem uma alergia mas, hum, ãhm, alergia a... X. Não se sabe. Remédio via oral e pomada durante 15 dias. Isto feito, a mardita em mim permanecia, ainda mais espaçosa e espalhada.

Num dia de fúria (leia-se ataque de coceira), acabei no pronto atendimento do meu querido plano de saúde, "a salvação da lavoura" (neste caso, a lavoura atacada por alguma praga). Outro remédio, outra pomada e uma injeção de corticóide (cortisona) na poupança. O efeito: fiquei tão mole depois do medicamento na veia que passei o resto do dia sem me coçar, mas não porque a sensação de prurido (eta palavra bacana!) foi embora, mas porque minha mão tinha preguiça de ir às regiões afetadas fazer seu trabalho de esfrega-esfrega.

Dias depois, pensei "Vou procurar 'O' cara, a pessoa ideal para resolver o meu problema". Um profissional que se especializou nessas doenças que mais parecem fantasmas, as alergias. Novo remédio, a primeira pomada, indicada pela dermatologista, e exames de sangue. Com eles, saberia se sou alérgica a N coisas, entre as quais cacau, porco e barata. Isto tudo feito, novamente nada.

Agora a coceira se espalhou pelo corpo todo e começo a pensar em medicina alternativa, simpatia, passe, análise, férias. Porque também já ouvi, e muito, questionamentos e relatos do tipo "Será que não é psicológico?", "Tive isso e passou sozinho, foi embora sem que eu soubesse porque veio", enfim, todo mundo tem um caso de coça-coça crônico pessoal ou na família. Se é estresse ou ansiedade não sei, pode ser, mas o fato é que preferia sentir dor, pois pelo menos assim, quem sabe, as pessoas respeitariam o meu estado.

Ok, confesso que já estou pensando besteira, como o que escrevi acima "preferia sentir dor", mas a maior besteira de todas e que também está no parágrafo acima é: férias. Minhas chefes diriam "Passa amanhã", e o amanhã significa quatro longos meses. Pois eu aceitaria o diagnóstico férias de bom grado e nem precisaria médico nenhum me contar a causa do problema, dane-se a explicação para o que eu sinto agora. Por falar em agora, preciso parar este texto aqui para desocupar minhas mãos e coçar a perna esquerda. Adiós, y hasta la vista.

:-|



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Terça-feira, Janeiro 02, 2007


pin, agora tb em tiras!



Este é o título do meu novo blog, que acabo de inaugurar, um strip blog - ou seja, blog de tirinhas, de histórias em quadrinhos.
http://pin.stripgenerator.com/
(Oba, acho que a minha prece do post aí de baixo já está dando resultado!)
Aliás, qualquer um pode ser autor, é só cadastrar (ou não) e criar! Eu recomendjooo! Hehehe...

:))

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Prece para 2007



Para o ano que chega, peço à Santa Inspiração que me alumie, como diriam alguns mais velhos.
Ilumine a minha cabeça não só para que eu possa escrever textos mais interessantes e criativos, mas também para que eu saiba retratar com fidelidade a realidade e com clareza as maluquices que me povoam.
E, ainda, que nos (e aqui peço também em nome de quem me lê) inspire a viver com leveza e alegria, mesmo nos dias de manchete ruim, naqueles dias que começam com atraso a caminho do trabalho e aí vem um cidadão no carro de trás buzinando e espantando logo cedo a paciência alheia.
Santa Inspiração, me faça olhar com bons olhos a novidade, as coisas que mudam, como a voz e a altura do meu irmão, os cabelos e a barba do meu pai, que se esbranqueiam, e a minha disposição, que parece estar mais seletiva - "ah, pra isso sim, este corpo se mexe; ah, nem vem querendo gás pra isso, pra isso não, mocinha!".
E me faça continuar atenta, e cada dia mais encantada, àquelas coisas que não mudam - e nem têm de mudar: o brilho dos olhos verdosos da minha avó, a pose de esfinge do meu cão, as cores das flores e a luz do Sol, que ilumina, aquece e faz sentir viva.

É engraçado fechar e começar o ano na cidade quase deserta... Faz ver que a paz e a solidão andam lado a lado. O mundaréu de gente dá sentido às ruas e aos semáforos. Ao mesmo tempo, é tão bom saber a hora exata em que se vai chegar ao destino... E, já lá, que não haverá fila!

Há dias e dias penso mas não realizo minhas idéias neste endereço virtual. Será algum tipo de insegurança, trava? Ou timidez bloguística? O que importa é que ainda me encontro aqui, e pretendo continuar, tomara que em espaços menos esparsos, e que os posts vindouros tenham alguma relevância para os caros leitores.

A verdade é que de nada adianta fazer listas de resoluções e não colocá-las em prática, do mesmo modo que não resolve ficar com os pensamentos guardados no meu bloquinho preto. Escrever sem compromisso? Jamais. Eu sempre espero alguma coisa com um texto. Espero agradar a mim e a quem mais possa lê-lo. Por isso é que devo escrever e postar mais, pois só assim terei alguma resposta, mesmo que essa resposta seja a minha.

Bom, sei lá... Comecei o ano com uma vontade louca de bater os dedos em cima do teclado... E nenhum milagre acontece sem muita, muita reza!

Viva Santa Inspiração das Mentes Abertas! Viva 2007! Viva!

:D



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