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Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre).
Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol.
*...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...*
Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas.
*Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com.
Desfrute da jornada! :)
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Quarta-feira, Outubro 25, 2006
Telefone sem fio. Ligação com chiado. Linha cruzada
A história é clássica e pode ter só dois personagens: Maria, que falou X para João, e João, que disse Y para Maria.
A confusão está feita! Maria interpretou o Y de João como um Z (que fica lá no canto oposto do teclado, podem reparar), que achou que o X de Maria mais pareceu um Xzinho, daqueles bem fracos, com pouca vida. Aí vêm as respostas dos dois lados, que seguem sendo entendidas de outra maneira, a mais longe possível do real, da verdade pretendida por ambos.
Por isso, é fato que não basta ser sincero, não basta ser literal. Humores, rumores, entrelinhas, caras e bocas, o tão temido fantasma-do-passado e até pesadelos mal digeridos podem ocasionar o inevitável entre dois seres: o caos. E isso quer dizer desde uma discussãozinha à toa, que beijando sara, até uma briga incontornável e, portanto, péssima, horrorosa, feia de doer nos corações mais sensíveis e sensatos.
A solução? Se conselho fosse bom, todo mundo sabe, viria em cápsulas mastigáveis - e com sabor pirulito que vira chiclé. Mas não, não, a realidade é parecida com aquele tipo de chocolate que só os mais velhos parecem gostar (inclusive o meu pai)... É meio amarga.
Vale, contudo, respirar fundo sempre - alguém conhece aquele mantra zen-moderninho "mente quieta, espinha ereta e coração tranqüilo"? Também ajuda olhar nos olhos sem fazer cara de contrariado. Ouvir, apenas. (O silêncio é o máximo!) Diriam os mais centrados que o bom mesmo é esperar. Como se fosse um bolo de vó assando no forno de casa. Hahaha, ok, aí já é muita viagem!
Bom, sei lá. O certo é que não existe certo. Certo mesmo é agir com justiça, colocar-se no lugar do outro, ao menos tentar. Agir com fé e esperança. E, claro, amor. A única coisa certa neste mundo, aliás, pessoas que lêem agora, é amar. (Ou alguém aí vai discordar?)
:)
posted by .pin.
7:19 PM
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Sexta-feira, Outubro 20, 2006
Sobre como nascem as grandes obras
"Era maravilhoso descer os longos lances de escada sabendo que meu trabalho correra bem. Eu sempre trabalhava até que tivesse alguma coisa acabada e parava quando sabia o que ia acontecer depois. Desse modo podia ter a certeza de continuar no dia seguinte. Mas, às vezes, quando iniciava um novo conto e não achava jeito de continuá-lo, sentava-me junto ao fogo, espremia nas chamas as cascas de pequenas laranjas-cravo e espiava as fagulhas azuis que elas faziam. Levantava-me, punha-me a contemplar os telhados de Paris e pensava: "Não te aborreças. Sempre escreveste antes e hás de escrever agora. Tudo o que tens a fazer é escrever uma frase verdadeira. Escreve a frase mais verdadeira que souberes." Assim, finalmente conseguia escrever uma frase verdadeira e avançava a partir daí. A coisa não era tão difícil, nessa época, porque havia sempre uma frase verdadeira que eu conhecia, tinha lido ou ouvido alguém dizer. Se começasse a escrever rebuscadamente, ou como se estivesse defendendo ou apresentando alguma coisa, achava logo que podia cortar esses floreados ou ornamentos, jogá-los fora, e começar com a primeira proposição afirmativa verdadeira e simples que tivesse escrito. Foi lá naquele quarto que decidi escrever um conto a respeito de cada coisa que conhecesse realmente bem. Era o que me esforçava por fazer sempre e esse método constituía uma boa e severa disciplina.
Foi naquele quarto, também, que aprendi a não pensar mais sobre o que estivesse escrevendo, desde o momento em que parasse até começar de novo, no dia seguinte. Desse modo, esperava eu, o subconsciente ficaria trabalhando no assunto e, ao mesmo tempo, eu daria ouvido às outras pessoas e perceberia o mundo em torno de mim; estaria aprendendo, esperava eu; poderia ler muitos livros, a fim de não me obcecar com meu próprio trabalho e tornar-me impotente para fazê-lo. Descer as escadas quando tinha trabalhado bem - o que requeria tanto de sorte quanto de disciplina - era uma sensação maravilhosa e só então me julgava livre para andar a esmo em Paris."
Ernest Hemingway, trecho de Paris é uma festa, de 1950
ps. Precisa dizer mais alguma coisa?
posted by .pin.
7:12 PM
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Quarta-feira, Outubro 11, 2006
O mais moderno dos modernos
Se quem faz música eletrônica hoje em dia é considerado moderno, quem já fazia nos anos 70 é o quê?
Senhoras e senhores, apresento-lhes, se é que já não conhecem, mr. Giorgio Moroder! (in: site rraurl.com)
E para quem for mais longe e conseguir escutar suas criações, boa viagem!
:)
posted by .pin.
6:48 PM
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