|
HOME
ARCHIVES
Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre).
Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol.
*...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...*
Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas.
*Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com.
Desfrute da jornada! :)
|
|
Quinta-feira, Setembro 28, 2006
Sofista calhorda*
Li uma nota num site de notícias, dias atrás, informando que não sei quantos mil narizes de palhaço seriam distribuídos na cidade de São Paulo no dia das eleições. No ano passado, vi um cara com um nariz vermelho votando e achei a atitude incrível. Estou até pensando em fazer o mesmo este ano, e, pensando melhor, acho que se colocar o adereço no rosto não tiro mais, pelo menos enquanto morar neste país e até que esse "bêbedo" (com "e" mesmo, assim como dizia meu querido avô Benvenuto) nos governe. Me sinto vivendo num lugar onde as pessoas não se levam a sério.
Qual é a novidade disso? Nenhuma. Estou aqui choramingando num blog de visitação escassa (o que não chega a ser motivo de tristeza para mim, visto o tanto que aqui me exponho), e sei que pouca coisa irá efetivamente mudar caso alguém leia o meu desabafo. Pois é isso, um ufa, um chega, um grito mudo, de letras corridas, é somente isso o meu relato. Não agüento mais ver charges, emails de piadas e artigos inflamados falando de corrupção e crise. Manchetes de jornal, então, nem falo.
O fato é que desde que o mundo é mundo existem aqueles que se julgam mais espertos e que, por conta disso, enfiam a mão no bolso alheio, empurram neguinho escada abaixo, passam a perna e fazem a rapa nos cofres públicos. Meu tio me contou de uma teoria acadêmica que defende a existência da corrupção nas sociedades, como forma de movimentar riquezas e povos. Mas, vamos combinar, só no Brasil é que se acha graça desse tipo de prática. Os absurdos que o nosso presidente fala? "Hahaha, que grosso!" Os candidatos que mais parecem terem saído de um freak show, de um circo dos horrores? "Hahaha, que toscos!" Dinheiro na cueca, apelidinho gracioso pra esquema criminoso, musiquinha do partido A pra meter o pau no partido B? Tudo normal, tudo riso. Já não chega de rir do que não tem graça?
Quem acredita que o melhor do Brasil é o brasileiro está arranjando desculpa pra continuar inerte e pagando de gatinho sem mover uma palha, que seja tratando melhor o próximo, respeitando o vizinho. Nosso povo só não parece morto quando dança na boquinha da garrafa ou no maior carnaval do mundo.
No dia 1º, nariz de palhaço pra mim, pra você e pra todos nossos conterrâneos.
* É o apelido que eu dou ao nosso excelentíssimo presidente - e a todos os políticos, salvos os raros. Em tempo (é sempre bom consultar o pai de todos, eu adoro!), sofisma = sm. Argumento aparente (não conclusivo) que serve ao propósito seja de induzir outrem a erro, seja de ganhar a qualquer preço uma contenda ou discussão. Portanto, parodiando a música do Ultraje a rigor, sofista calhorda é o que esse barbudo é, oras!
posted by .pin.
7:31 PM
Comments:
Terça-feira, Setembro 26, 2006
O sentido da parada toda
Pin: -- Aí mermão, qualé que é o sentido da parada toda?
A resposta de Crestin, reflexão das mais profundas (leia-se alcoólicas), está no YouTube.
* Os "kkkkkk" são desta que vos escreve, que mais riu do que filmou, mas tudo bem!
* E se a cameragirl estava trêmula, a culpa é da combinação Wiborova, jaboticabas e pitangas!
* Participação especial: Juliana Matos Ramos, vulgarmente conhecida como Juju, nossa amiga-presença!
;)
posted by .pin.
4:08 PM
Comments:
Quarta-feira, Setembro 13, 2006
SRPJ
Entre a montanha e a praia havia calor e frio. Mas não eram montanhas geladas, como pode-se pensar, por isso a relutância em vestir casaco e calça. Paisagem bonita de encher os olhos, mas que não enche barriga. E se tiver pitanga, jaboticaba? Opa! Azedinho suculento que arranca riso e cheira infância. Engraçado como nenhum ser bom da cabeça consegue resistir ao fruto direto do pé, vai logo pegando e levando à boca. Os macacos sabem disso tudo e chegam ao ponto de fartura na hora do almoço. A estrada que sobe e desce do castelo mágico à rua é de pedra lascada. Tem o ônibus que passa, o café da vendinha feito de meia, a turistada perdida&achada, toda boquiaberta. Os dois irmãos vivem grudados a ver a galera cheia de marra esparramada na areia feito canga. Olha o mate, olha o biscoito, moça bonita não paga mas também não leva. O mar faz lembrar que hoje não é dia de feira. Aliás, por aquelas bandas, só tem a sorte de uma praia tranqüila quem ignora que é segunda a sexta, e dá jeito de fazer valer a máxima de que, sim, a vida é boa.
Havia muita coisa inexplicável no ar naqueles dias, ah havia...
posted by .pin.
6:59 PM
Comments:
|