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Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre). Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol. *...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...* Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas. *Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com. Desfrute da jornada! :)

Sexta-feira, Maio 28, 2004


Viagem, vinho e saudade



Se quiser ler minha mais nova matéria publicada, clique aqui.

Bjs e bom fds! :)



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Quarta-feira, Maio 26, 2004


Sim, eu sou uma N.A.



Admiro meu pai por sua capacidade de ignorar este mal que são as novelas brasileiras. Desde que sou pequena escuto-o dizer "Isso é porcaria, vá gastar seu tempo com algo que preste!". Mas sempre achei que era coisa do seu jeito ranzinza de ver o mundo. Que nada. Hoje tenho de me assumir como uma N.A. (Noveleira Anônima). Nunca ouviu falar? Trata-se da categoria da qual fazem parte todos aqueles que não se acham viciados mas, diante de uma tevê ligada na Globo no horário nobre, não conseguem deixar de "dar uma espiada" para saber que nova (e absurdamente divertida!) maldade estão fazendo a Laura e o Renato. Aliás, temos de receber o perdão divino por essas assistidas, pois o Fábio Assunção e o Márcio Garcia valem mais que toneladas de Moura Brasil pros olhos!

Enfim, quando nos damos conta, eu e os milhares de brasileiros que estão em casa "sem fazer nada" estamos colados na tela, esperando o desfecho de mais um episódio. E quanta baboseira engolimos em meio a isso, venhamos e convenhamos! É muita conversa fiada, muita música ruim - ninguém merece escutar "Goiabada Cascão" no show daquele novo sucesso do samba no Sobradinho! -, muito xororô e muita mulher pelada pra segurar (e levantar, ui!) o Ibope! Meu pai tem razão, quantos valiosos minutos desperdiçados, tempo que poderia ser gasto num livro, numa conversa construtiva, numa pia cheia de louça, qualquer coisa mais relevante do que a trama da novela das 8!

E pra não dizer que sou só críticas, devo reconhecer, como jornalista e "escrivinhadora" aspirante a escritora - e por que não, quem sabe, roteirista: o dia em que eu conseguir prender, durante meses, a atenção de milhares de telespectadores, bah, nesse dia poderei dizer "Sim, eu escrevo bem!".

(E me levem AGORA pra filial mais próxima do N.A!!!!!! Hahahahahaha!)

;)



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Sexta-feira, Maio 07, 2004


O fim das utopias


Luís Nassif

A primeira constatação que importa é que o tempo econômico e político de Lula se esgotou. No ano passado, houve enorme efervescência quando se percebeu que havia um governo que ouvia. Hoje há consenso de que o governo só ouve, mas não escuta nem age. E não é nem questão de querer: é de não saber.
Até alguns meses atrás, havia espaço para a redução acelerada das taxas de juros e a manutenção do câmbio em níveis que livrassem o país dos impactos das crises internacionais. Agora, já se entrou na rota da crise, e esse espaço acabou. Se tiver de aumentar as taxas, será em cima de uma base extremamente elevada, aumentando a vulnerabilidade da economia. Sem reduzir os juros, é aguardar que o crescimento da dívida gere a crise que resolva pela via rápida o impasse.
Daqui a algum tempo haverá consenso sobre o que hoje já é nítido para quem sabe ver: a política monetária ruinosa (e seus conseqüentes desdobramentos fiscais) do Banco Central. E haverá clareza sobre o que significou minimizar a importância de manter saldos comerciais elevados para enfrentar a vulnerabilidade externa, confiando em fatores conjunturais.
Nesses momentos, baixa um desânimo terrível. A repetição dos mesmos erros dos últimos dez anos, dos mesmos sofismas, as mesmas frases desgastadas de que, se fizer a "lição de casa", o prêmio será o crescimento e se perceber que no final da linha tem muito mais "lição de casa" porque a dívida ficou maior, a atividade econômica ficou menor. Ou então ouvir que não se pode interromper a rota do desastre porque significaria jogar fora todo o sacrifício feito até agora.
Não adianta. O preço do subdesenvolvimento é alto. As tolices econômicas repetidas diariamente, a atribuição da crise de confiança a declarações de autoridades ou a gastos ridículos com mordomias refletem no campo econômico a característica brasileira de "fulanizar" a crise. Daqui para a frente, vai se assistir à contagem regressiva nervosa para saber se o país agüenta até as próximas eleições sem sucumbir a mais uma crise econômica ou política.
A hora é a de começar a pensar o próximo tempo do jogo, independentemente de quem sejam os novos atores políticos. Os otimistas acreditam que o desencanto com o PT vá marcar o fim da era das utopias, obrigando o país a cair na real, a entender que o processo de formação de nações não pode depender de governo, mas do esforço cotidiano de todos os agentes. Os pessimistas temem que o desencanto leve o eleitorado a candidatos messiânicos.
Vai depender da maneira como se enfrentará esse vácuo político. A construção do país é processo coletivo, uma luta permanente contra dogmas. O grande desafio não é Fernando Henrique Cardoso, ou Lula, ou Garotinho, é um modo de pensar que não consegue sair da linearidade, a incapacidade de entender realidades complexas, de aceitar afirmações sem relações de causalidade plenamente definidas, enfim, essa macumba intemporal que atormenta o país desde a fundação.
O momento é o de levantar a cabeça e retomar a discussão, como Charles Laughton, no final de "Testemunha de Acusação". Ainda que seja apenas para plantar sementes a serem colhidas pela próxima geração.





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Quinta-feira, Maio 06, 2004


Como mandar tomar no c* com classe - Lição 1



Flávia,
Fico com o CD Supernatural.
Dica de etiqueta na Internet: grupos de e-mails devem ir na linha Cco (com cópia oculta; Bcc, em inglês) do Outlook Express. Eu não me importo, mas outros podem não desejar a revelação de endereços de e-mail. No seu caso aparece abaixo a relação de quem participou da pesquisa. Talvez fosse melhor mantê-la confidencial. Aliás, é sempre mais seguro que qualquer cópia não fique na linha Cc e sim Cco. A linha Para pode ser reservada para quem realmente precisa receber as cópias e que todos no grupos saibam que é importante estarem cientes simultaneamente (pessoas do mesmo depto. por exemplo). Com o tempo vc vai descobrir outras utilidades da linha Cco. Se desejar, ligue que eu conto.
Abraços,
Fernando


***

Caro Fernando,

Sua escolha de brinde - o CD Supernatural - foi registrada em nosso sistema e em breve você irá recebê-lo.

Quanto à dica de etiqueta na Internet, eu te agradeço. Já conhecia a linha Cco e não a usei neste caso, infelizmente, por descuido mesmo - devo admitir que foi falha minha, sim. E você sabe, na correria do dia-a-dia, falhas como essa escapam de vez em quando! Mas peço que me desculpe e, uma vez mais, obrigada!
Ainda bem que você foi o único jornalista a se queixar, não é mesmo?

Aguarde o seu presente que logo ele chegará, ok?!

Atenciosamente,

F.P.

Ufa! :)



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