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Óculos. Pra uma miopia de cinema, volante e reconhecimento noturno de pessoas (nem sempre). Também, os tais cor-de-rosa, pros dias de sol. *...a gente nunca sabe quando o tempo vai virar, que tons tomarão o céu, tudo em volta...* Faço o mesmo com palavras: ora em preto e branco, ora .pin.talgadas. *Este blog pode ser visualizado em 3D. Solicite seu par azul e vermelho pelo perinzinha@gmail.com. Desfrute da jornada! :)

Sexta-feira, Dezembro 19, 2003


Tudo bem até o ano que vem!



O lance agora é aproveitar a folga de 15 dias, comer muito panetone, rabanada, tomar champa e cerveja que nem água - e o que mais nos resta? -, aproveitar a onda de carinho que toma conta dessa época.
Se fizessem a Retrospectiva Pin 2003, vocês veriam que nunca fui tão dura e desesperada com trabalho e grana como nesse ano, mas em compensação nunca cheguei a um grau tão elevado de satisfação no amor e nas amizades. Me sinto amada como nunca, e só não posso deixar a peteca cair nas crises e, com isso, me esquecer desse privilégio. Estar cercada de pessoas que te querem bem é o que vale. Prometo esquecer menos disso em 2004.

Grande beijo, tudo de bom pra todos, divirtam-se mais e sempre!

E, POR FAVOR, parem de acessar a Internet por uns tempos! É o que eu farei! ;)



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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003


A não-dica da semana



Se você quer ver o tórax do Rodrigo Santoro a qualquer custo não tem problema, por isso mesmo já tratei de colocar uma foto do mesmo abaixo. Mas, por favor, não vá ver Simplesmente amor, em cartaz nos cinemas. Trata-se de mais um filme natalino, aqueles em que tudo acaba bem sem que se explique como - ou a explicação é absurda. Apesar do elenco estreladíssimo - Liam Neeson, que eu amo, também está no filme, entre outros -, a história não convence, até porque são várias histórias sem pé nem cabeça, que se "encontram" em algum momento da trama, mais uma vez sem o menor nexo. E as piadas estúpidas, grosseiras e sem-graça? Em algumas horas eu tinha a impressão de ser a única a não dar risada na sala de cinema! Além de escutar o Santo Santoro falando inglês e vê-lo arrancando a roupa - fica evidente que foi pra isso que o quiseram ali -, valem somente as caras e bocas hilárias do Hugh Grant, que assumiu aquela boqueta que levou da negona e atualmente parece muito bem, obrigado!
Escute esta blogueira que vos fala e economize a grana do ingresso pra outro filme. (Você realmente levanta com a sensação de quero meu dinheiro de volta!) E nunca, jamais, faça como eu, que fui na cara e coragem sem nem procurar saber do que se tratava. Se você não for, não vai fazer a menor falta pra bilheteria... E Santorinho não ficará chateado. :-[


É, gente, mesmo "quietinho"
nas telas internacionais,
Mr. Santoro [vide corpo, ops, foto]
tá com tudo e não dá prosa!




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Terça-feira, Dezembro 16, 2003


Uma nova paixão



Este ano descobri algo que me motiva, que me intriga, que eu adoro: a fotografia. Claro que uma pessoa que tem uma gaveta cheia de álbuns de fotos em casa não pode dizer que a descoberta é recente. Mas posso assegurar que meu interesse aumentou e tem aumentado muito, cada vez mais. Seria melhor dizer que passei a tratar a fotografia de algo pessoal e caseiro para um lance profissional e ilimitado, inesgotável. Cresceu o meu respeito. Afinal, tudo é ou pode ser fotografia. Gosto da definição "souvenirs da vida"...
Mais uma boa herança dos meus tempos de repórter de turismo, quando eu, sem notar, largava o bloquinho pra investir nos melhores ângulos. Meio hobby, meio trabalho, paixão impulsionada "com força" - crédito das aspas: Pocahontas de Varginha - por meu namorado. Sensível, talentoso, atirado. Ele não é apenas tudo o que um bom fotógrafo deve ser, mas tem o olhar perspicaz que detecta a beleza da vida, em todo o canto onde ela possa estar.


Manifestação de professores sexta passada.
São Paulo, Praça da República.
Tiago Queiroz/AE (That's my boy!)




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Segunda-feira, Dezembro 15, 2003


Turista acidental



Já tinha treinado meu olhar para estar mais atenta às cidades e às pessoas, a todas as coisas, nas constantes viagens que fiz pelo JT. Mas confesso que me senti um pouco incomodada ao não saber o que dizer de certos lugares quando levava dois alemães para conhecer minha terra natal. Fora impressões pessoais e experiências vividas ali, pouco restava para dizer de certos locais da cidade além de seus nomes. Não sei se isso é tão grave quanto me parece, mas o fato é que nunca é tarde para aprender, conhecer, mudar.

Adorei ter feito coisas que nunca faria não fosse pelo papel de guia, como caminhar horrores por São Paulo num sábado de sol. E bancar a gringa também, só no embalo, como o Fe havia me dito que é divertido. Estive atenta a todos os detalhes, percorri todos os andares da Ouro Fino (nunca tinha feito isso!), comi enlouquecidamente nas barraquinhas da Liberdade, andei pelo Centro de mochila nas costas e com uma latinha de Skol na mão (querem coisa mais "de turista"?), entrei na Catedral da Sé após anos e me embasbaquei novamente (como adoro igrejas!), e, na Benedito Calixto, parei diante de uma banda de velhinhos a la Buena Vista e bati sonoras palmas... Coisas que eu até poderia ter feito sem a companhia de gringos, mas o fato é que nunca tinha feito. (Vivemos numa cidade rápida, de gente apressada...)

Assim como eu, o Mike - que é de Munique, ultra gente boa - se liga muito mais nas impressões, nos costumes, em sentir o que o lugar tem de bom (e de ruim, por que não!) pra oferecer. E querem saber? Informação técnica se acha nos guias de papel, na Internet, nos livros! Enfim, a lição: só cabe ao turista, mesmo que seja ele um nativo, saber reconhecer e aproveitar ao máximo um lugar.

PS megarelevante: Tudo bem, somos os subdesenvolvidos da história, mas em quanto tempo se ensina a um alemão que dar beijo de tchau é algo indolor? (Apesar de terem fama de assanhadas, as brasileiras não mordem! Ou mordem?)

;)



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Sexta-feira, Dezembro 12, 2003


"É pro Fantástico?"



Ainda bem que eu não fui à festa da Diesel na Galeria Prestes Maia com uma sandalinha de salto fino - definitivamente as plataforma são imbatíveis! -, pois se eu não caísse logo na entrada, aquela escadaria enorrrme e todo-mundo-medindo-de-cima-abaixo, cairia com certeza depois que o fumacê tomou conta. Nessa hora a balada já tinha virado sauna úmida mista, e as escovas mal-feitas vieram à tona. Tava difícil distinguir quem era patricinha e quem era dama de companhia, pois, é fato, as produções femininas andam cada vez mais vulgares. Quem falou praquelas moças que correntão prateado bijoux pura é bacana? A Jennifer Lopez? Ah, sim, é fashion! Ah, claaaro, é hype. Sorry, girls! Podia estar menos quente lá dentro, os bares podiam ter mais atendentes e o bendito carinha da máquina de fumaça devia ter sido apedrejado! Ou que distribuissem Moura Brasil pros olhos sensíveis! Mas é preciso reconhecer: o som estava bom, apesar de não ser permitido bombar nesse tipo de evento, e a galera que frequenta é bonita. Só fica difícil saber quem é "de verdade"...

Pontos altos:
* a companhia, claro! Alex, Seu Mamá, Fe, Renato S. e Fê Madame. Seeempre excelentes companhias!
* o grand finalle: meu Lindinho me buscando em meio ao vendaval... Só faltou o cavalo branco!


(Foto by Seu Mamá. Legenda a seguir idem!)
- Moça, por favor, isso é festa GLS?
- êêêhhh, sai pra lá colega!!!




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Quinta-feira, Dezembro 11, 2003


Pra mim e pra todo mundo



Quando o horóscopo do jornal parece ter a resposta ideal...

LIBRA
Saboreie a vida,
aproveite o tempo,
pois ele não é seu
inimigo e nem você
precisa competir,
correndo contra ele.
Você sempre vai
perder para o tempo
se o enxergar como
um inimigo,
mas associando-se
a ele, você
enriquecerá.

Valeu, tio Quiroga! ;)

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Quem canta...



O melhor presente que eu me lembro de ter ganhado na minha infância - pelo menos foi o que eu mais aproveitei - foi um gravador. Um gravador "portátil" de alcinha, que eu carregava pra cima e pra baixo como se fosse uma bolsa. Junto com ele meu pai me deu um monte de fitas virgens, pra eu gravar o que quisesse. Na época, dois primos postiços fofos moravam em São Paulo, perto da minha casa, um da minha idade e o outro uns dois anos mais velho. Decidimos montar uma banda, mas uma banda sem instrumentos (?), até porque não tinhamos instrumentos. Então todos cantavam, algumas vezes em coro e outras cada um na parte da música que lhe cabia. Ah, sim, as canções. Nós éramos os compositores. As letras eram verdadeiras pérolas, imaginem o que saía! Eu tinha uns 7 anos, dá pra ter uma idéia da minha imaginação fértil de criança... A maior glória do conjunto foi ter recebido uma "proposta" de vender nossas músicas pra um vizinho roqueiro. Até hoje não sei quanto ele ofereceu e por que raios recusamos o negócio. Que o pagamento fosse em picolés, oras! Outro grande momento era apresentar as novas criações pra família. Não podíamos ver todos reunidos que já apertávamos play, acabando com qualquer possibilidade de conversa entre os adultos diante da nossa desafinação. Meu primo mais velho - Carlos Eduardo - tinha potencial, até sabia tocar violão e sua voz era a menos pior. O outro, o Flavinho, sonhava em virar um tipo de Bon Jovi, conclusão a que chegamos anos depois, eu e ele, quando ele me visitou pela última vez em Santos. Pouco depois ele morreu de câncer. A explicação? Quebrou o braço duas vezes no mesmo lugar, e dali, dessa lesão, surgiu a doença. Fiquei muito triste, pois me identificava muito com ele, diziamos, quando bem pequenos, que iriamos casar. O Carlos Eduardo, em compensação, virou procurador da República ano passado, com menos de 30 anos. E se casou com uma bela peruana, diplomata em Brasília, onde se conheceram. Gosto de lembrar deles... Só não recordo o nome da nossa superbanda... Saudades da alegria que o meu gravador proporcionava...

Esta era a nossa música preferida, um verdadeiro hit (pelo menos pra gente!):

Trovão de garotas
Um dia
eu fui numa danceteria
eu vi um trovão de garotas
chamei-as de
marotaaasss...
Depois, saí com uma menina
que era
muito feminina
tinha um papo furado
também tinha outros
namoradooosss...
Quando cheguei em casa
recebi um telefonema
era
a Juremaaa...
Ela me disse então:
"Quero casar com você!"
e eu lhe respondi
Nãããooo!!!



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Quarta-feira, Dezembro 10, 2003


Art. Art? Art!



Assim como eu nunca tinha cruzado a Avenida Paulista deitada no carro para poder olhar o topo dos arranha-céus - à noite é mais legal, parece um clipe de luzes e cores -, também não conhecia dois lugares do centro igualmente espetaculares. Um deles é a Galeria Prestes Maia, cujo acesso é feito por uma escadaria gigante que leva ao subsolo. Te esperam estátuas imponentes, pé direito altíssimo e uma exposição de quadros chamada 19 Artistas, que teve sua primeira edição lá pela década de 40, sempre com obras contemporâneas. Hoje, são mais que 19 artistas e cerca de 250 obras, entre telas e esculturas. Arte enche os olhos e a cabeça, não preciso dizer! Está rolando também uma exposição sobre a cidade de São Paulo, com fotos e textos ótimos. Pra ir ver com tempo, para sugar ao máximo.
*Lembrem-se, enquanto estiverem lá dentro da galeria, que acima de vocês estão pessoas, carros, barraquinhas de camelô... O centro nervoso da metrópole!*

Outro local imperdível - e que perdi por 26 anos e não consigo entender o porquê - é o Centro Cultural Banco do Brasil. Que construção maravilhosa, preservada e cheia de riqueza! A lojinha tem artigos sensacionais e há um café ao lado que convida a uma paradinha. Mas o mais bacana é que, de quebra, você ganha uma exposição brilhante com a visita. A grande estrela é Franz Krajcberg, artista polonês que foi tema de documentário dos irmãos Salles - sob o título "O Poeta dos Vestígios". Esse cara é um apaixonado pelo Brasil e vive numa casa na Bahia que ele construiu no topo de uma árvore! O trabalho dele é retratar (e denunciar, consequentemente) a destruição de nossas florestas com suas esculturas, todas feitas a partir de troncos, cipós e outros elementos reaproveitados da natureza. Sugiro que se assista ao vídeo antes (numa salinha geladinha e escurinha, show) para depois apreciar sua arte - aí você entende o que vem "por trás", o melhor da história.
*Outros artistas que têm trabalhos com cara parecida estão neste espaço. E, no subsolo, peça pra mocinha te levar até os antigos cofres!*

O prazer da cultura, GRÁTIS.
Não percam! ;)



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Segunda-feira, Dezembro 08, 2003


A AUTORA DESTE BLOG ESTÁ DE FÉRIAS (VIRTUAIS).
FAVOR CONTATAR POR TELEFONE.

(ou APROVEITE SEU TEMPO E ENTRE NUM SITE DE NOTÍCIAS!)

Obrigada e volte sempre - se quiser.



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Quinta-feira, Dezembro 04, 2003


Coleção de calcinhas "Ninguém merece!"
Adquira JÁ uma pra sua namorada.
Porque aí você sabe que nenhum cara além de você mesmo
terá a coragem
de "ir adiante" depois de ler a mensagem que
cobre a perseguida dela...


Modelo Marketeira
Pra mulher que sabe vender o seu peixe
(Peixe, bacalhau... Entenderam? Bah! Como estou infâme hoje!)



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Quarta-feira, Dezembro 03, 2003


Regra do "morzão"



Papel e caneta na mão, aí vem a regrinha do morzão! Hahaha!
Sério: a vida tem suas regras, não tem? Pra tudo há uma regra. E um amigo deu uma lição no quesito amor. Soa piegas? Vejam o total sentido que faz esse texto:

Regra básica da língua portuguesa:
M vem antes de P e B!
Para uma boa estratégia de marketing, vc precisa dos 4 Ps.
E, para uma boa estratégia de "morzão", vc precisa dos 4 Bs, que são:

Bolha: isolar-se de tudo e de todos quando necessário, apenas você e seu morzão, principalmente das sombras!

Bom-humor: leve todo e qualquer "grande problema" na brincadeira, por exemplo: se vc está tendo uma crise doentia de ciúme, demonstre-a fazendo de conta que você está brincando de ser ciumento. Seu morzão vai se tocar, você não pagará de surtado (numas, né...), e tudo fica numa boa!

Brincadeiras: aproveite a intimidade que você adquiriu com o seu morzão para voltar a ser criança, brinque de "qual é a música" na hora de fazer gargarejo com Cepacol, converse fazendo vozinha de criança, invente brincadeiras novas e não se esqueça das brincadeiras de adulto (if u know what I mean).

Boa índole: de nada adianta os 3 Bs acima citados se você não for uma pessoa sincera, fiel, e isso não for recíproco!


Falou e disse! ;)



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Segunda-feira, Dezembro 01, 2003


Kruse, Monika Kruse





Senhoras e senhores, essa aí em cima é a DJ alemã Monika Kruse. Dizem os sites do assunto "a melhor DJ de techno do mundo". Não tenho respaldo pra afirmar nem contestar nada, mas posso dizer que manter a pista acesa durante cerca de 4 horas, com aquela frieza chique tipicamente alemã que a fez parecer muitas vezes não diante de uma platéia ensandecida, mas de uma mesa de operação, paciente anestesiado e barriga aberta: isso não é pra qualquer um, ou melhor, uma. Mandou muito bem na Circuito, mostrou força e responsa, além de atributos completamente óbvios - o cigarrinho no canto da boca quebrava um pouco a sisudez da moça. E teve troca explícita de gentilezas com o público também, na medida certa. Mas, enfim, até pra tocar um sambão tem de ter classe!

Se eu pudesse escolher de novo uma profissão, escolheria ser DJ. E, se pudesse querer mais, escolheria ser uma Monika Kruse! Poderosa!!!

O Ministério do Bom-Senso adverte: tietagem é bom e a gente gosta, mas tem de ter limite - senão fica r-i-d-í-c-u-l-o! Hahaha!



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